Capítulo 1

Bom, meu nome é . Eu uso óculos, roupas que parecem da minha avó, e sou apaixonada pelo meu vizinho, . Ele mora no mesmo prédio que eu, no mesmo andar. Ele é lindo, popular e é do tipo que acorda com uma loira e vai dormir com uma morena. Ou com as duas. E eu? Nem me pergunte. Eu sou do tipo que ninguém presta atenção. Se alguém olha pra mim, eu acho que tem meleca pendurada ou algo assim. Mas acredite: eu nem sempre fui assim. No colegial, eu não cheguei a ser popular, mas era daquelas garotas que não era invisível, e me vestia bem. Tinha namorados, e tudo mais. Mas infelizmente, depois que entrei pra faculdade, não sei o que aconteceu, mas eu fiquei assim.
O até fazia piadinhas sobre mim. Até o dia em que eu resolvi mudar. Tomei vergonha e finalmente usei as minhas lentes, que estavam no fundo da gaveta. Bem melhor assim. Dava pra ver meus lindos olhos . A partir daí, aconteceram as mudanças a lá filme de patricinha sabe? Passei horas no salão e fiz compras. Muitas compras. Nem a minha mãe me reconheceria.
Quando eu voltei pra casa, ele estava na frente do prédio quando eu desci do táxi e ficou ali, com cara de babaca, me olhando. Ignorei totalmente. Passei por ele e quando a porta do elevador fechou, sorri comigo mesma.
No outro dia, acordei mais cedo que o normal. Abri as cortinas do quarto pra deixar a luz entrar e fui até o banheiro. Tomei banho, vesti uma lingerie e voltei pro quarto. Me olhei no espelho, como eu sempre fazia de manhã. Eu olhei pela janela e quase caí de costas. estava ali, me observando. A primeira coisa em que eu pensei foi em correr dali. Mas ele não me olhava com cara de deboche. Ele estava gostando. Resolvi brincar um pouco com ele. Soltei o cabelo e circulei mais um pouco pelo quarto, vesti a roupa e dei uma olhadinha pela janela, pra que ele soubesse que eu sabia que ele estava ali.
Isso se repetiu por mais três dias. Até que no quarto dia, voltando da faculdade, encontrei encostado na parede, ao lado da porta do meu apartamento. Olhei pra ele indiferente.
-Até quando você vai continuar com esse joguinho? – ele perguntou.
-Do que você tá falando? – eu me fiz de desentendida, enquanto abria a porta de casa.
Eu entrei, joguei minha bolsa na mesa e perguntei, com cara de tédio (até parece que estava entediada né?): - Você quer entrar?
Ele entrou, eu fechei a porta e me virei pra ele, com uma sobrancelha levantada, cara de quem pergunta “e daí”? Ele não disse nada. Só me empurrou pra parede, segurando meus pulsos, e foi chegando mais perto. Começou a beijar meu pescoço, e foi subindo até a minha orelha. Mordeu de leve e foi até a minha boca. O beijo dele era profundo, urgente. Viu que eu não iria oferecer resistência e soltou meus pulsos, levando as mãos até a minha cintura e me prensando na parede mais ainda. Eu desci as minhas mãos, que estavam em seu cabelo, e as colocando por baixo da sua blusa , o sentindo se arrepiar. Eu senti sua mão nas minhas costas e ele abriu totalmente o zíper do meu vestido, me deixando apenas de lingerie, e me olhando de cima a baixo, mordendo o lábio inferior. Dessa vez eu o puxei e comecei a beijá-lo de novo. Ele segurou uma perna e eu levantei a outra, pulando no colo dele.
Como se ele já conhecesse meu apartamento, foi andando de costas até o meu quarto, e me deitou em cima da cama, ficando por cima de mim, se encaixando entre as minhas pernas voltando a me beijar. Eu coloquei a mão por baixo da blusa dele, a arrancando e jogando longe. Então eu inverti as posições, ficando por cima dele, uma perna de cada lado, enquanto ele tentava abrir o fecho do meu sutiã e abrir a própria calça ao mesmo tempo. Eu soltei uma risada abafada, e desgrudei nossas bocas por um instante, ficando de joelhos e observando deliciada enquanto ele jogava sua calça em algum lugar do meu quarto, ficando apenas de boxers e deixando mais evidente a sua excitação. Eu mordi meu lábio inferior enquanto ele voltava a me agarrar, dessa vez beijando meu pescoço, e voltando a ficar por cima de mim. Foi descendo seus beijos por meus ombros, meu colo, minha barriga, e ao chegar no meu umbigo, parou e olhou pra mim com um sorriso pervertido, puxando minha calcinha, e distribuindo beijos pelas minhas pernas enquanto se livrava da minha última peça de roupa. Não demorou muito para que a boxer dele fosse pelo mesmo caminho. Agora, sem mais interrupções, ele me penetrou, alternando a velocidade, investindo ora mais devagar, ora mais rápido. As mãos dele passeavam pelo meu corpo, enquanto as minhas puxavam seus cabelos ou arranhavam as costas dele, fincando as unhas a cada arrepio que percorria meu corpo.

~*~

Acordei sobressaltada. Olhei no relógio, 9 horas. Me virei, e vi que ainda estava ali, dormindo, e sorri comigo mesma.
Na verdade isso me surpreendeu, porque ele parece ser do tipo de cara que vira e pergunta: “foi bom pra você?”. Mesmo assim, não criei nenhuma expectativa, mesmo que meu coração quisesse. Dá um desconto! Desde o colegial eu sempre gostei desse cara. É, desde o colegial. Ele era do tipo dos sonhos de qualquer garota: lindo e popular. Mas eu acho que não era boa o suficiente pra ele. E agora continuava sendo qualquer uma pra ele.
Senti meu corpo ainda suado, então me levantei, vesti um roupão e fui até o banheiro. Resolvi tomar uma ducha, porque, quem sabe quando eu saísse do banheiro ele já tivesse ido embora? Tudo voltaria a ser como antes. Mas isso seria bom? Talvez não...
Olhei para a banheira, e ela estava me chamando para um belo banho de espuma, mas eu ignorei. Prendi meu cabelo num coque alto, e liguei o chuveiro. Coloquei na água fria, ia me ajudar a relaxar, e entrei debaixo do chuveiro. Fiquei uns bons cinco minutos imóvel, só observando a água cair, e nada me passava pela cabeça. Mentira. Eu ficava imaginando como e porque isso foi acontecer, até que eu senti duas mãos quentes nos meus ombros, e uma voz no meu ouvido, sussurrando alguma coisa como “porque não me convidou também?”.
As mãos escorregaram até a minha cintura, e ele começou a beijar meu pescoço, e minhas pernas ficaram bambas, até que eu acordei de alguma espécie de transe.
-O que você ainda tá fazendo aqui? – eu perguntei, não gritando, mas elevando um pouco a voz, agora de frente pra ele e olhando nos seus profundos olhos .
Suas mãos, que ainda estavam na minha cintura, escorregaram dessa vez para o meu bumbum, me puxando pra mais perto dele, que levou sua boca até a minha orelha, mordendo-a e depois perguntando, bem baixinho, quase como que para eu não escutar: - Você quer mesmo que eu vá embora? – e voltou a mordiscar minha orelha, depois descendo para o meu pescoço. Claro que eu não queria que ele fosse embora, só estava fazendo charminho pra tentar mostrar alguma resistência, o que com certeza não funcionou. Eu não consegui me segurar, e o contato dos nossos corpos não estava ajudando muito, então eu passei meus braços pelo pescoço dele e comecei a beijá-lo, percebendo quando ele sorriu.
Suas mãos se apertaram em torno de mim, me levantando. A água do chuveiro nos sufocava quando nos beijávamos, e, mesmo estando muito fria, não fazia nenhuma diferença, o calor dos nossos corpos era incomparável. Passei minhas pernas pela cintura dele, ficando quase em seu colo, e não parávamos de nos beijar nem por um segundo. Suas mãos me seguravam pela cintura, e as minhas puxavam seu cabelo, sem me incomodar se o machucaria.
Não paramos de nos beijar nem um segundo, e então, ele estava se movendo dentro de mim. Nós arfávamos, e vez ou outra se ouviam gemidos baixos de ambos. Até que ele gozou, mas sem dar sinal algum de que pretendia parar. Suas investidas ganharam mais força, e meus gemidos se transformaram em quase gritos, até que eu cheguei ao clímax.
Desci e me escorei na parede, enquanto ele se aproximava novamente, ofegante, e os beijos recomeçaram.
Ficamos ainda alguns minutos assim, até que ele partiu o beijo, sorriu e saiu do banheiro.
‘Essa é a parte que ele vai embora certo?’ pensei.
Desliguei o chuveiro, me enrolei numa toalha e saí do banheiro. Ok, agora eu fiquei confusa mesmo. ainda estava lá. Mas ele estava se vestindo, e acho que ele notou a minha cara e decepção, por que ele sorriu, e depois andou até a porta. Eu fui até lá e abri a porta pra ele, e ele voltou e chegou mais perto, dizendo:
-É Cinderela, seu encanto acaba à meia-noite... – e me puxou pra um último beijo, e, antes de se virar, puxou a toalha, deixando-a cair.
Eu fechei a porta, me deixando escorregar por ela. Peguei a toalha que estava aos meus pés e me levantei, jogando ela em qualquer lugar. Vesti uma blusa velha e me enfiei debaixo das cobertas. Demorei um pouco pra dormir, as cenas dessa noite ainda passavam na minha cabeça. Mas quando eu finalmente adormeci, adivinha quem apareceu nos meu sonhos?...

Capítulo 2

Dormi feito uma pedra. Acordei mais ou menos às 11 da manhã e ainda dava pra sentir o cheiro dele no meu travesseiro. Achei que dessa vez, a minha imaginação estava ficando fértil demais, e que eu tinha apenas sonhado com a noite passada. Até que vi uma coisa que me fez ter certeza que não. Me levantei e fui direto pra cozinha preparar meu café. Minhas coisas ainda estavam jogadas em cima do balcão, e meu vestido no chão, perto da porta. Liguei a cafeteira e a torradeira, e voltei pro quarto, recolhendo as coisas. Aproveitei pra trocar de roupa. Vesti um short jeans e uma blusa amarela e voltei pra cozinha. Tomei meu café sem nenhuma pressa, pensando no que exatamente eu iria fazer com aquilo...
Atravessei o corredor ainda meio hesitante, o qual me pareceu levar uma eternidade pra acabar. Parei à frente da porta, apartamento 620, e, ainda hesitante, toquei a campainha.
‘Será que ele usa o olho mágico pra saber quem é?’ Eu me perguntei.
Mas quando ele finalmente abriu a porta, eu tive certeza que sim, ele olhava,
com certeza. usava apenas uma boxer, deixando à mostra seu tronco definido, e tinha os cabelos bagunçados, de um jeito sexy.
- Ah, oi, eu er... – preciso dizer que ele me deixou sem ar? – Eu vim aqui trazer o seu celular... – falei, tirando o celular dele do bolso do short.
- Hum, obrigada – e o pegou, esfregando os olhos com a mão livre. Parece que eu o tinha acordado...
Depois de alguns (poucos) segundos que se passaram em silêncio, apenas de alguns olhares, eu finalmente falei alguma coisa.
- Então, eu... Já vou indo... – e então ele apenas acenou com a cabeça e fechou a porta.
‘Eu podia ter pulado em cima dele...’ – pensei, enquanto voltava pra casa. - ‘mas talvez não. Ele estava cansado e tinha acabado de acordar. Talvez não desse em muita coisa...’

~*~

- Alô?
- ? Amiga, tudo bem?
- Tudo sim meu bem! E você?
- Ótimo. Mas, você vai estar em casa à tarde?
- Sim, claro, se você quiser dar um pulinho aqui...
- Pode deixar. Te vejo mais tarde então. Beijo, tchau.
Troquei de roupa e peguei o elevador. Alguns segredos a gente guarda a sete chaves. Outros a gente simplesmente não consegue...

~*~

- Você o quê? – ela gritou, boquiaberta.
- Isso mesmo que você ouviu fofa.
- Aaaah! Que máximo!! – e deu alguns pulinhos. Essa era a minha melhor amiga: . A amiga loira, linda e louca que todo mundo deveria ter.
Às vezes eu brincava com ela que, ela só andava comigo pra poder chamar mais atenção, o que ela jurava não ser verdade.
- Mas e aí? No que deu?
- Como assim no que deu ? Foi e acabou, passou...
- Aham, sei. Eu te conheço , sei que você não é assim. Ainda mais com a sua paixonite do colegial.
- Ih, as pessoas mudam sabia?
- Mudam nada. As pessoas nunca mudam, é o que eu sempre digo.
- Tudo bem, se é nisso que você quer acreditar... mas vem cá, vamos descer? Pegar um sol lá embaixo? Já vim preparada e tudo.
- Ih , hoje vai dar não. To atolada de trabalho pra fazer e não tenho tempo nem de ir ao banheiro... mas qualquer dia a gente vai sim. Quero exibir o novo visual da minha amiguinha – completou, quando viu minha cara de desapontamento.
- OK, vou voltar para o meu apartamentinho e me jogar no sofá, e mofar, me entupindo de pipoca e chocolate, só pra depois jogar a culpa em você...
- Ta legal, pode ir, mas eu não sou culpada de nada. Você tem é que recuperar as energias que gastou ontem à noite...
- Para – e joguei uma almofada nela. – não quero você tocando nesse assunto de novo ouviu? – e fui embora.
Dessa vez o elevador demorou mais um pouco pra chegar. E quando abriu as portas, dei de cara com a vizinha do 4º andar, a senhora Hopkins. Não que eu não gostasse dela, tadinha. Ela é simpática. Bom, simpática até demais, às vezes irrita. Mas não foi isso que chamou a minha atenção, foi a pessoa que estava mais ao fundo do elevador: .
- Olá , tudo bem? – perguntou a senhora, num daqueles surtos de inconveniência. Nessa hora eu queria mesmo é que ela explodisse e deixasse nós dois sozinhos ali. Ui, imagina só...
- Senhora Hopkins, quanto tempo! – e dei o meu melhor sorriso amarelo – tudo bem com a senhora?
- Sim, claro, como sempre... – e as portas se fecharam.
Eu fiquei absorta em meus pensamentos e quase não percebi que ela e estavam engajados em uma interessante conversa, assunto o qual eu não estava nem um pouco interessada em saber.
- Você também não acha querida? – pronto lá vem ela de novo...
- Hm, desculpe, o que? – e pude ver rir enquanto assistia.
- Resolveram tirar as câmeras do elevador. Você não acha um absurdo?
‘Não mesmo, acho ótimo, perfeito...’ – Claro, e onde fica a nossa segurança?
Eu não a culpo de ser assim. Ela tem uns 80 anos e vive com gatos... A velha ficou batendo na mesma tecla, até que a porta abriu, mostrando o corredor do 4º andar.
- A senhora desce aqui certo? – perguntei, louca pra me livrar dela.
- Ah, sim! Já ia me esquecendo. Mas que cabeça a minha não? Foi bom vê-la depois de tanto tempo querida, até mais. Tchau . – acenou pra ele e foi embora. Eu respirei aliviada, porque eu achava que ela nunca mais ia sair daquele elevador.
Agora talvez, queria que alguém entrasse no elevador. A verdade é que pode-se dizer que a atmosfera ali estava tensa. E pude sentir ele se aproximando... E então, senti um solavanco, e as luzes do elevador se apagaram. Quando as luzes de emergência se acenderam, se virou e me viu, encolhida num canto, com as mãos na cabeça.
- Tudo bem ? Perguntou pra mim, com ar preocupado. Como viu que eu não respondia, nem me mexia, se aproximou, se agachando ao meu lado.
- Você... você tem claustrofobia?
Eu ainda não conseguia falar, então apenas sacudi minha cabeça, acenando negativamente, e abaixando minhas mãos, agora abraçando os joelhos.
- O que... qual o problema então? – disse, sentando-se ao meu lado e passando um dos braços pelos meus ombros. – Calma ta? Só... fica calma e respira fundo. Nada vai acontecer, é só uma queda de energia. Vai ficar tudo bem... – me puxou delicadamente e eu deitei a cabeça em seu ombro, respirando fundo.
Alguns minutos se passaram, e continuávamos quietos, e eu já estava mais calma, mas ainda não tinha dito palavra. Confesso que a presença dele ajudou, e muito, porque, se eu estivesse sozinha, teria pirado.
Percebi que de vez em quando, dirigia o olhar a mim, mas, ao não notar nenhuma reação, voltava a fitar o teto.
- Obrigada. – eu disse finalmente, me movendo um pouco – Não, mesmo. Nem imagino o que eu ia fazer se estivesse sozinha – acrescentei, antes que o falasse alguma coisa.
- Tudo bem. – e sorriu – mas, ta a fim de contar?
- Hã?
- É... foi só susto mesmo ou-
- Ah, não, entendi. Eu-
Então a energia voltou, e as portas do elevador se abriram, mostrando o corredor.
- Hm, vamos sair daqui? – ele se levantou e estendeu a mão pra me ajudar a levantar.
- Você tá bem mesmo?
- Tô sim. Eu só... levantei rápido demais.
- OK. Então, deixa eu ir. Te vejo por aí...
- Ta. Tchau – e soltei a mão dele, que eu ainda segurava.

~*~

- Ah droga! – me levantei da cama e fui atender o telefone. – Alô.
- Bom dia !
- Ai meus ouvidos! Fala mais baixo!
- Credo Elizabeth. Eu me pergunto porque você é tão mal-humorada...
- E eu me pergunto porque tem pessoas bem-humoradas à essa hora da manhã.
- Já é meio-dia.
- Ah, não interessa. O que você quer?
- Ugh. Para com isso! Ânimo amiga!
- Me dá um motivo.
- Hoje é seu aniversário!
- Me dá um motivo.
- Pode parar com isso. Eu vou passar aí 8 e meia. Esteja pronta.
E desligou. Eu mereço...

~*~

- , eu não sei porque você insiste em comemorar hoje.
- Alô! Você está fazendo 21 anos! Já é maior de idade!
- A única coisa em que eu penso é que eu tô ficando velha. – e a deu um daqueles olhares assassinos. – Ta, me diz uma coisa que eu posso fazer agora que eu já não fazia antes.
Nós estávamos sentadas no bar, e a estava pedindo o primeiro (de muitos!) drink ao barman gatinho.
- Oi. – olhei pro lado, pra ver quem estava falando, e vi um cara supergato. Tinha lindos olhos verdes e um sorriso daqueles que a gente vê em comerciais de pasta de dente. E não, eu não estava bêbada ainda, ele só era gato pra caramba. E estava falando comigo. Ah é, esqueci que agora eu estava super gata.
- Oi – e desmanchei minha cara de pateta, transformando-a em um lindo sorriso.
- Tá a fim de dançar?
- Hm, acho que não... Talvez depois que eu beber alguns drinks – respondi, sorrindo em tom de desculpas. Mas era verdade, eu só danço depois que eu me solto um pouquinho. Na verdade depois que eu perco a vergonha total.
- Ok, barman, traz um drink pra essa moça aqui – ele disse, me fazendo rir e levar uma ‘discreta’ cotovelada da .
- Ta legal, eu vou. – então me levantei do banco e fui pro meio da pista, sendo levada pela mão. Olhei por cima do ombro e a já estava conversando com outro cara, moreno, alto, bonito e sensual, apesar dele estar de costas pra mim.

~*~

Eu e Mike (o cara do bar) ainda estávamos dançando (lê-se: eu me esfregando nele) após uma hora mais ou menos e ele já tinha tentado alguma coisa comigo algumas vezes, mas eu ainda estava me fazendo de difícil, queria ver quanto tempo ele (ou eu) ainda aguentava.
- Quer beber mais alguma coisa? – perguntou, me abraçando pela cintura e falando no meu ouvido, me fazendo arrepiar.
- Hm... Quero sim
- O que dessa vez?
- “Sex on the Beach” – respondi, virando de frente pra ele, usando, talvez, o tom mais promíscuo que eu já usei. Tentou me beijar outra vez, mas eu virei o rosto de novo, então ele foi. Eu continuei dançando sozinha, e me assustei quando senti um braço passando pela minha cintura e a outra mão segurando um drink na minha frente.
- Tão rápido? – perguntei, e em seguida tomei um gole da bebida vermelha.
- Uhum – murmurou, e então começou a beijar meu pescoço e afastou meus cabelos pra beijar também minha orelha.
Resolvi então dar o que ele queria. Terminei minha bebida e larguei a taça em qualquer lugar. Segurei uma de suas mãos e o puxei pra mais distante da pista, ficando de frente pra ele, e arregalando meus olhos com surpresa, ao me deparar com um par de olhos que eu já conhecia. Nada mais me passou pela cabeça, nem a possibilidade de sair dali e procurar o Mike, quando senti que ele dava passos em minha direção, me fazendo recuar. Quando minhas costas chegaram a parede, ele deu um sorriso cheio de segundas intenções, e se aproximou mais de mim, colocou as mãos em minha cintura, me puxando pra mais perto ainda, e falou, sussurrando em meu ouvido: “Feliz aniversário”, começando a beijar o meu pescoço. Minhas mãos, que antes estavam caídas, subiram por sua barriga e peito, chegando até seu pescoço e o arranhando de leve. Seus olhos brilhantes encontraram os meus mais uma vez, e cerraram-se por um instante, então, sua boca chegou até a minha, em um beijo cheio de vontade. Eu agora puxava levemente seus cabelos da nuca, e ele me prensava mais na parede. Parti o beijo, mordendo e puxando o lábio inferior dele. Não resisti e o levei pela mão até um sofá próximo que acabara de ficar vago, o empurrei e sentei entre suas pernas, indo em direção ao seu pescoço, beijando languidamente e dando pequenas mordidas. Suas mãos apertavam minha cintura e um puxava pra mais perto de si. No meio de um beijo, me dei conta do que estava fazendo, e de onde estava. Eu conseguia sentir a excitação dele, então me separei, e o olhei com uma expressão que talvez fosse assustada, ou talvez surpresa. entendeu o que eu quis dizer, pois se levantou, e me levou pra fora da casa, em direção ao estacionamento.
Tirou umas chaves do bolso, e desativou o alarme de uma BMW azul, abrindo a porta de trás e se sentando no banco, comigo sentada sobre ele mais uma vez, e agora com mais privacidade, as carícias ficaram mais intensas. Um barulho de zíper, e o meu vestido sumira. Lembrete: começar a comprar mais vestidos assim. Separei nossas bocas por um instante, e comecei a abrir impacientemente os botões da camisa dele, e tomara que não gostasse dela, porque os três últimos botões já eram. Desceu os beijos pelo meu pescoço e continuou descendo até chegar aos meus seios, beijando-os por cima do sutiã, mas tirando a peça logo depois. Minha calcinha sumiu quase que imperceptivelmente, e seus toques na parte interior das minhas coxas fez um longo arrepio percorrer todo o meu corpo. Me senti em desvantagem, então desci minhas mãos até chegar ao cós de sua calça, abrindo lentamente o zíper, e depois acariciando seu membro, que a essa altura já estava bastante excitado. Senti seus músculos se contraírem ao menor toque, então investi naquela região em especial. A boca dele voltou sua atenção ao meu pescoço, me fazendo soltar alguns gemidos baixos. Até tentei segurar alguns, mas sem sucesso. Puxei o elástico de sua boxer e a tirei rapidamente, podendo assim fazer o que estava planejando. Uma mão desceu do ombro dele, e eu toquei seu pênis com a ponta dos dedos, mordendo os lábios ao vê-lo fechar os olhos e soltar o ar pesadamente. Comecei com movimentos lentos, e fui aumentando a velocidade aos poucos, ouvindo-o gemer mais alto, e sussurrar algumas coisas sem sentido, até que eu perceber seus dedos descendo minha barriga, indo de encontro a minha parte íntima, me penetrando sem qualquer aviso, me fazendo soltar um grito. E eu adorava isso. Os dedos dele se moviam rapidamente, sabendo exatamente onde estimular, e o polegar acariciava meu clitóris. Os meus movimentos também ficaram mais rápidos, e senti sua respiração ofegante perto da minha orelha, e numa voz rouca ele repetia meu nome baixinho, me fazendo chegar rápido ao primeiro orgasmo. Ele parou por um instante e tirou um preservativo de dentro da carteira, colocando-o rapidamente. Ouvi sua voz ao meu ouvido disse “agora vem a melhor parte. E o controle é seu.”. Ele me segurou pela cintura, logo me sentando sobre seu membro rijo, e eu apoiei minhas mãos em seus ombros, subindo e descendo meu tronco. Alterei os movimentos, apenas usando minhas pernas, que estavam dobradas, como apoio mover meus quadris na direção que quisesse, e vi que ele jogara sua cabeça para trás, fechando os olhos e mordendo o lábio inferior. Senti as mãos dele apertarem minha bunda e me puxarem pra mais perto, até que ele gemeu mais alto e gozou, e logo depois foi a minha vez.
Saí de cima dele e sentei no banco, meu peito subia e descia rapidamente. Depois de normalizarmos nossas respirações, se virou pra mim, me segurando pelo rosto, e me beijando. Porque ele tinha sempre que fazer isso? O ar dos meus pulmões se esvaiu novamente, mas causando uma sensação boa, e ele cortou o beijo, dando pequenas mordidas em meu lábio inferior e meu maxilar. Fechei meus olhos e respirei novamente. Depois, saí catando minhas peças de roupa e as vestindo com uma certa dificuldade por causa do teto do carro, enquanto apenas observava. Eu destravei a porta e a abri pra sair, quando ele me segurou pelo braço, e me puxou pra mais um beijo, logo depois me soltando e me deixando sair, super confusa. Como ele sabia que era meu aniversário??

Continua...

N/A: Oi ^^
Eu queria dizer que não gostei muito da continuação desse capítulo, e quero chegar logo na parte que eu quero muito escrever, porque essa já tá me cansando.
Ah! E um aviso: agosto será o melhor mês do ano! \o/
That’s All Folks!
Xxx
Lizzie*

PS: A autora adora o próprio aniversário (que por acaso é no dia 26 de junho!).


Criar site